TEATRO LALA

CONHEÇA NOSSA HISTÓRIA

 

LALA — UM PALCO QUE VIROU HISTÓRIA

Documentário histórico sobre o Teatro Lala Schneider
Duração sugerida: 50–60 minutos
Idealização histórica: trajetória de 1993 a 2026
Personagem central: Teatro Lala Schneider
Fundador e principal fio narrativo: João Luiz Fiani
Local: Rua Treze de Maio, 629 — Curitiba, Paraná

PRÓLOGO — ANTES DE ABRIR AS CORTINAS

Imagem: tela preta. Som ambiente de teatro. Uma chave girando. Uma porta antiga sendo aberta. Passos sobre o palco. Acendem-se, lentamente, algumas luzes. Cadeiras vermelhas vazias.

NARRAÇÃO

Curitiba. Rua Treze de Maio.

Todos os dias, milhares de pessoas passam por esta região sem imaginar quantas histórias já atravessaram seus palcos.

Antes das gargalhadas. Antes dos aplausos. Antes das filas na bilheteria. Antes dos milhares de alunos, das peças que permaneceriam anos em cartaz e das gerações de artistas que passariam por aqui…

havia apenas um barracão.

Em 1993, um ator e diretor chamado João Luiz Fiani caminhava pela Rua Treze de Maio quando viu uma placa de aluguel. O imóvel havia sido depósito e depois gráfica. Para muitos, era apenas um edifício abandonado. Para Fiani, poderia ser a resposta para um problema que acompanhava sua geração: em Curitiba, artistas ensaiavam durante meses e frequentemente tinham poucas semanas para apresentar seus espetáculos.

Um ano depois, naquele mesmo lugar, nasceria o Teatro Lala Schneider.

Em 23 de abril de 1994, Curitiba ganhava um novo palco.

Três décadas depois, aquele projeto é reconhecido pelo Governo do Paraná como um dos principais teatros independentes do Brasil e o primeiro teatro particular do Estado.

CORTE PARA O TÍTULO

LALA

UM PALCO QUE VIROU HISTÓRIA

CAPÍTULO 1 — O SONHO DE TER UM PALCO

Nos primeiros anos da década de 1990, João Luiz Fiani já possuía experiência como ator, diretor e produtor.

Sua inquietação vinha de uma constatação prática. Produzir uma peça exigia meses de preparação, ensaios, cenários, figurinos e trabalho de elenco. Mas a falta de espaços disponíveis impedia que muitas produções permanecessem em temporada tempo suficiente para amadurecer ou recuperar seus próprios custos.

Fiani queria outra lógica.

Queria um lugar no qual uma peça pudesse continuar em cartaz enquanto houvesse público.

Em 1993, ao encontrar o imóvel disponível na Rua Treze de Maio, decidiu transformar a ideia em empreendimento. Segundo seu próprio relato, o projeto começou envolvendo nove participantes. Para viabilizar a construção, buscou apoio e materiais de diferentes fornecedores; tijolos, portas e outros itens vieram de parcerias e doações.

A atual história institucional do Lala registra que a fundação efetivamente se consolidou com João Luiz Fiani, Luiz Carlos Pazello e Silvia Monteiro. Dois anos depois, com a saída dos demais sócios, Fiani passou a conduzir integralmente o projeto.

Imagem sugerida: rua Treze de Maio; fachada atual dissolvendo para fotografia antiga; plantas; mãos desenhando palco; ferramentas; depoimentos dos sobreviventes desse período.

PERGUNTA PARA FIANI

“Em que momento aquele barracão deixou de ser um imóvel vazio e você conseguiu enxergar um teatro ali?”

CAPÍTULO 2 — POR QUE LALA?

Para entender o nome do teatro, é preciso conhecer uma das relações mais importantes da vida artística de João Luiz Fiani.

Lala Schneider foi atriz, diretora e professora de interpretação. Ao longo de uma carreira de mais de cinco décadas, tornou-se uma das principais referências do teatro paranaense.

Fiani havia sido seu aluno.

Mais do que professora, Lala tornou-se amiga, parceira de palco e aquilo que Fiani descreveu como uma de suas grandes mestras.

A homenagem foi feita quando ela ainda estava viva — algo que Fiani sempre considerou especialmente importante.

Antes da inauguração do teatro, durante os aplausos finais de Flô em Palácio de Urubus, Fiani subiu ao palco para anunciar que o novo espaço receberia o nome de Teatro Lala Schneider. A atriz inicialmente não sabia o que estava acontecendo. Ao compreender a homenagem, emocionou-se.

A data de inauguração também não foi escolhida por acaso:

23 de abril era o aniversário de Lala Schneider.

Assim, o prédio passou a carregar não apenas um nome, mas uma memória.

NARRAÇÃO

Antes de se transformar em legado, o Teatro Lala Schneider começou como uma homenagem feita em vida.

Professor e aluno. Mestra e discípulo.

E, a partir dali, o nome de Lala deixaria de identificar apenas uma grande atriz. Passaria também a identificar um endereço cultural de Curitiba.

CAPÍTULO 3 — 23 DE ABRIL DE 1994

Em menos de um ano, o antigo barracão havia sido transformado em um complexo teatral.

Em 23 de abril de 1994, as portas finalmente se abriram.

A imprensa histórica registra como espetáculo inaugural Gnomos, de Edson Bueno, sob direção de Regina Vogue e com Ranieri Gonzalez no elenco. Uma reportagem de 2009 usa o título Gnomo, no singular; para o documentário, eu recomendaria exibir o cartaz ou programa original da inauguração e adotar a grafia que constar naquele documento primário.

Existe ainda uma fotografia extremamente valiosa desse dia: Lala Schneider e João Luiz Fiani na inauguração do teatro, em 1994, preservada e atualmente publicada pela Prefeitura de Curitiba.

Esta fotografia deve ocupar a tela inteira.

NARRAÇÃO

23 de abril de 1994.

Lala estava viva para ver seu nome na fachada.

Fiani estava diante do espaço que imaginara poucos meses antes.

E Curitiba assistia ao nascimento de um teatro que mudaria também a maneira de produzir temporadas independentes na cidade.

CAPÍTULO 4 — TRÊS SALAS, TRÊS HOMENAGENS

A própria arquitetura do Lala passou a funcionar como memorial do teatro paranaense.

Historicamente, o complexo foi formado por três salas.

A maior recebeu o nome de Odelair Rodrigues. Em configuração registrada em 2019, possuía aproximadamente 185 lugares.

Outra sala homenageou o ator e diretor Edson D’Ávila, com cerca de cem lugares.

A terceira recebeu o nome de Armando Maranhão, fundador do Teatro de Estudantes do Paraná.

Um levantamento anterior descrevia as três salas somando aproximadamente 325 lugares.

Dessa maneira, até a circulação do público pelo prédio passou a preservar nomes ligados à memória cênica do Estado.

NARRAÇÃO

Lala na fachada.

Odelair, Edson e Armando nas salas.

O teatro nasceu olhando para o futuro, mas cercado por sua própria ancestralidade artística.

CAPÍTULO 5 — SOBREVIVER SEM PERDER O PÚBLICO

Abrir um teatro era apenas o começo.

Mantê-lo aberto seria o verdadeiro desafio.

O modelo econômico escolhido pelo Lala diferia daquele de grandes teatros patrocinados. Durante boa parte de sua história, Fiani o apresentou como espaço independente, sustentado principalmente pela bilheteria, cursos e produção própria.

Essa condição influenciou diretamente sua identidade artística.

Fiani percebeu que a comédia e o teatro popular conseguiam estabelecer forte comunicação com o público. A escolha não significou abandonar outros gêneros, mas permitiu financiar o funcionamento cotidiano do espaço.

Humor, espetáculos infantis, dramaturgia popular, clássicos e adaptações passaram a conviver na programação.

Em 2017, uma descrição do funcionamento do Lala registrava cerca de 40 apresentações mensais e público aproximado de dez mil espectadores por mês naquele período.

A Prefeitura de Curitiba também registrou o teatro como espaço com programação intensa em suas três salas, especialmente associada à comédia.

CAPÍTULO 6 — NASCE UMA COMPANHIA

Junto ao teatro foi criada a Cia. Máscaras de Teatro, companhia profissional que se tornaria uma das estruturas centrais de produção do Lala.

A história institucional atual informa que a companhia mantém temporadas regulares e está associada a alguns dos maiores sucessos do espaço, como A Casa do Terror, A Tarada do Boqueirão e Nem Freud Explica.

É aqui que o Lala deixa definitivamente de ser apenas “um prédio com salas”.

Passa a constituir um sistema:

espaço + companhia + autores + diretores + atores + escola + público.

Esse modelo produziria uma quantidade incomum de espetáculos e permitiria que títulos voltassem ao repertório durante anos.

CAPÍTULO 7 — A CASA DO TERROR

Se existe uma produção capaz de simbolizar a longevidade do Lala, ela é A Casa do Terror.

Criada por João Luiz Fiani em 1995, a comédia brinca com os códigos dos antigos filmes de terror — vampiros, monstros, sustos e personagens macabros transformados também em humor.

O que poderia ser apenas mais uma temporada virou fenômeno.

Em 2025, A Casa do Terror completou 30 anos de história, continuando a se apresentar em Curitiba. O Festival de Curitiba e a imprensa local registram essa marca e sua permanência no repertório.

Em 2026, seu universo permanecia vivo também através da versão infantil A Casinha do Terror, apresentada no Festival de Curitiba.

NARRAÇÃO

Trinta anos depois da estreia, os monstros continuavam entrando em cena.

Os atores mudaram. Gerações de espectadores mudaram.

Mas uma história iniciada nos primeiros anos do Teatro Lala atravessou décadas.

A Casa do Terror tornou-se uma espécie de memória viva da instituição.

CAPÍTULO 8 — NEM FREUD EXPLICA E OUTROS SUCESSOS

Outro título fundamental é Nem Freud Explica.

A comédia escrita por Fiani, interpretada durante longa trajetória por ele e Marino Jr., ultrapassou as fronteiras do Paraná, chegando também aos palcos de Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2015, por exemplo, a montagem chegou ao Teatro Vannucci, no Rio, já com cerca de 15 anos de trajetória.

Ao lado dela aparecem produções que ajudaram a criar a identidade popular do teatro:

A Casa do Terror.
A Tarada do Boqueirão.
O Chifre Nasceu em Mim.
As Mocinhas da Cidade.
A Cigarra e a Formiga.

O site histórico do próprio Lala identifica A Casa do Terror, Nem Freud Explica e O Chifre Nasceu em Mim entre seus grandes sucessos.

O objetivo nunca foi apenas estrear.

Era construir repertório.

CAPÍTULO 9 — UM TEATRO QUE TAMBÉM VIROU ESCOLA

Talvez uma das maiores transformações do projeto tenha acontecido quando o Lala passou a formar seus próprios artistas.

Em 1995, foi criado o Núcleo de Profissionalização Teatral. Pesquisa acadêmica sobre a formação de atores em Curitiba registra o NPT entre as instituições particulares surgidas naquele momento de expansão das escolas teatrais da cidade.

O projeto cresceu.

A história oficial atual do Teatro Lala informa que mais de 10 mil alunos já passaram por sua formação ao longo de três décadas.

Registros institucionais anteriores relacionam à formação do Lala nomes que posteriormente alcançaram projeção nacional, como Marjorie Estiano, Fabíula Nascimento e Kéfera Buchmann.

Há ainda trajetórias que cruzaram profissionalmente o espaço. O ator Alexandre Nero recordou que sua experiência no teatro curitibano começou no Teatro Lala Schneider, trabalhando com Fiani.

NARRAÇÃO

Alguns chegaram como crianças.

Outros como adolescentes.

Alguns jamais seguiram profissionalmente.

Outros acabaram diante das câmeras, em grandes teatros ou em produções nacionais.

Mas durante algum tempo todos compartilharam a mesma experiência:

subir naquele palco e aprender a estar diante de uma plateia.

CAPÍTULO 10 — O FESTIVAL DO LALA

A escola criou também seu próprio espaço de exposição.

Em 1997, João Luiz Fiani idealizou um festival para apresentar os trabalhos desenvolvidos pelos alunos.

Inicialmente chamado Dezembro Mostra de Teatro, o evento ocupava cerca de três semanas.

Cresceu rapidamente.

Em 2006, quando chegou à décima edição, já durava aproximadamente 40 dias e reunia 14 espetáculos.

Atualmente, o próprio Teatro Lala descreve o Festival do Lala como o maior festival de curso livre de teatro do Paraná.

O processo pedagógico terminava, assim, diante do público.

Não era apenas aprender atuação.

Era ensaiar, estrear, enfrentar plateia, críticas, erros e aplausos.

Era aprender fazendo teatro.

CAPÍTULO 11 — O LALA E O FESTIVAL DE CURITIBA

A história do espaço está também profundamente relacionada ao Festival de Curitiba.

Ao longo das décadas, suas salas tornaram-se endereço frequente do Fringe e do circuito independente.

Registros de 2003 já mostram produções programadas no Teatro Lala durante o festival.

Essa relação permanece até hoje.

Na edição de 2026, a Sala Odelair Rodrigues recebeu diversas montagens, incluindo produções dirigidas por João Luiz Fiani e trabalhos de outros grupos.

O Lala, portanto, não foi apenas testemunha da transformação de Curitiba em importante polo teatral.

Passou a fazer parte dessa infraestrutura cultural.

CAPÍTULO 12 — A DESPEDIDA DE LALA

Em 28 de fevereiro de 2007, Lala Schneider morreu aos 80 anos.

Foram 57 anos de carreira. A despedida reuniu artistas, familiares e admiradores, e seu velório aconteceu no Teatro Guaíra.

Para Fiani, a perda tinha dimensão pessoal.

Ele escreveu naquele período que os dois haviam construído 29 anos de amizade, desde quando ele começara nos palcos sob orientação da professora.

Havia também um projeto inacabado.

Fiani vinha desenvolvendo uma produção na qual a própria Lala contaria sua vida.

Ela morreu antes que pudesse realizá-la.

Dois anos mais tarde, em 2009, quando o Teatro Lala completou 15 anos, aquele projeto foi transformado em Risos e Lágrimas — A Vida de Lala Schneider, espetáculo musical concebido como homenagem póstuma à atriz.

NARRAÇÃO

A mulher que emprestara o nome ao prédio já não estava fisicamente ali.

Mas continuava na fachada.

Nas salas.

Na memória dos alunos.

E, naquele aniversário de 15 anos, voltou também ao palco como personagem de sua própria história.

CAPÍTULO 13 — 25 ANOS DE INDEPENDÊNCIA

Em 2019, o Lala completou 25 anos.

Uma extensa reportagem da Gazeta do Povo revisitou a história do barracão, a construção do teatro, as dificuldades financeiras e a escolha por uma programação capaz de dialogar com o público.

Naquele momento, a Prefeitura de Curitiba registrou uma imagem especialmente simbólica.

Na fachada azul, o letreiro anunciava:

“TEATRO LALA — 25 ANOS EM CARTAZ.”

A expressão é perfeita para o documentário.

Não dizia simplesmente “25 anos de existência”.

Dizia em cartaz.

Porque a identidade do Lala nunca esteve apenas no prédio.

Esteve no fato de manter suas cortinas abertas.

CAPÍTULO 14 — QUANDO AS CORTINAS PRECISARAM FECHAR

Então chegou 2020.

A pandemia de Covid-19 interrompeu espetáculos em todo o mundo.

O Lala precisou fechar.

Para um teatro acostumado a décadas de programação contínua, aquela foi uma ruptura sem precedentes. Fiani afirmou posteriormente que era a primeira vez que a instituição permanecia tanto tempo sem receber o público.

Na tentativa de atravessar a crise, foi criada uma campanha de vouchers antecipados, permitindo que espectadores comprassem ingressos para utilização futura e, ao mesmo tempo, ajudassem o teatro enquanto as apresentações estavam suspensas.

Por quase um ano, as cadeiras ficaram vazias.

Em fevereiro de 2021, o Teatro Lala reabriu, inicialmente com capacidade reduzida e protocolos sanitários.

Imagem: palco vazio → cadeiras interditadas → portas sendo reabertas → primeiro público entrando.

NARRAÇÃO

Durante décadas, o desafio tinha sido convencer o público a entrar.

De repente, o desafio era sobreviver enquanto ninguém podia entrar.

E o teatro sobreviveu.

CAPÍTULO 15 — UMA HISTÓRIA TAMBÉM DE FAMÍLIA

O Lala não foi construído apenas por artistas diante da plateia.

Existe uma história de bastidores.

A narrativa institucional atual destaca especialmente Adriana Fiani (1966–2022), irmã de João Luiz Fiani, que esteve ligada ao setor administrativo do teatro durante quase duas décadas e é considerada figura fundamental para sua consolidação.

Depois, outra geração começou a assumir responsabilidades.

Bruno Fiani, filho de Adriana e sobrinho de João Luiz, iniciou sua própria trajetória no curso do Lala ainda jovem, tornando-se ator, professor e diretor. Atualmente participa da continuidade do projeto artístico e pedagógico.

É aqui que o documentário ganha uma dimensão menos institucional e mais humana.

O Lala não é apenas uma empresa cultural.

Ao longo do tempo, tornou-se também uma história familiar.

CAPÍTULO 16 — TRINTA ANOS

Em 23 de abril de 2024, o Teatro Lala Schneider completou 30 anos.

A data recebeu reconhecimento público do Governo do Paraná, que classificou o espaço entre os principais teatros independentes do país e destacou seu papel na formação de profissionais para teatro, televisão e comunicação.

O antigo galpão continuava na mesma Rua Treze de Maio.

Mas já não era apenas aquele imóvel avistado por Fiani em 1993.

Era um lugar pelo qual haviam passado milhares de alunos, artistas, espectadores, cenários e histórias.

CAPÍTULO 17 — 2025: TRINTA ANOS DE A CASA DO TERROR

No ano seguinte, outro aniversário se somou à história.

Em 2025, A Casa do Terror chegou aos 30 anos.

A produção continuava sendo apresentada, com sucessivas gerações de atores incorporadas ao elenco.

Para um espaço cuja fundação nasceu exatamente do desejo de manter peças mais tempo em cartaz, existe uma simetria quase perfeita:

Fiani criou um teatro porque as produções permaneciam pouco tempo nos palcos.

Dentro dele, nasceu uma produção que atravessaria três décadas.

CAPÍTULO FINAL — 2026: O PALCO CONTINUA ACESO

Estamos em 2026.

O Teatro Lala Schneider continua funcionando no mesmo endereço.

O site oficial mantém matrículas abertas para cursos e divulga novas apresentações.

A Cia. Máscaras continua produzindo.

O Festival de Curitiba continua ocupando suas salas.

João Luiz Fiani continua ligado à direção artística e teatral.

Bruno Fiani e uma nova geração participam da continuidade do projeto.

E a instituição afirma ter ultrapassado a marca de 10 mil alunos formados ao longo de três décadas.

IMAGEM FINAL

Plano geral da sala vazia.

Fiani sozinho no palco.

Depois Bruno.

Depois professores.

Depois alunos.

Depois funcionários.

As portas se abrem.

O público entra.

As luzes diminuem.

NARRAÇÃO FINAL

Um teatro não é feito apenas de paredes.

É feito de quem constrói o cenário quando ninguém vê.

De quem decora um texto.

De quem espera atrás da cortina.

De quem compra um ingresso.

De quem chega como aluno e um dia se transforma em professor.

De quem entra no palco pela primeira vez.

E de quem passa a vida inteira voltando para ele.

Em 1993, havia um barracão.

Em 1994, nasceu um teatro.

Trinta anos depois, existe uma história.

Uma história com milhares de personagens.

E que ainda não chegou ao último ato.

TELA PRETA

TEATRO LALA SCHNEIDER

Desde 23 de abril de 1994

A história continua.

Linha cronológica oficial para os créditos/documentação

Ano Marco

1993 Fiani encontra o antigo barracão na Rua Treze de Maio e começa a estruturar o teatro.
23/04/1994 Fundação/inauguração do Teatro Lala Schneider por João Luiz Fiani, Luiz Carlos Pazello e Silvia Monteiro.
1994 Formação da Cia. Máscaras de Teatro.
1995 Criação do Núcleo de Profissionalização Teatral.
1995 Surge A Casa do Terror.
1997 Primeira edição do festival dos alunos, então chamado Dezembro Mostra de Teatro.
2001 Fiani dirige Lala Schneider em Cem Anos — O Musical.
2006 Festival do Lala chega à décima edição.
2007 Morte de Lala Schneider.
2009 15 anos do teatro e estreia da homenagem Risos e Lágrimas.
2014 Teatro completa 20 anos.
2019 25 anos do Lala; Prefeitura registra a histórica fachada “25 anos em cartaz”.
2020 Pandemia obriga o teatro a interromper a programação; campanha de vouchers ajuda na manutenção.
2021 Reabertura gradual depois de quase um ano fechado.
2022 Falecimento de Adriana Fiani, figura central da administração do teatro por quase duas décadas.
2024 Teatro Lala Schneider completa 30 anos.
2025 A Casa do Terror completa 30 anos.
2026 Lala permanece em atividade, formando alunos e recebendo espetáculos e o Festival de Curitiba.