POLÍTICA

João Luiz Fiani — Trajetória Política e Gestão Pública da Cultura

Da representação da classe artística à gestão pública e à política partidária

A trajetória política de João Luiz Fiani de Assis Baptista não começou originalmente dentro de um partido ou em uma disputa eleitoral. Ela nasceu dentro do próprio setor cultural.

Antes de ocupar cargos públicos ou disputar eleições, Fiani já havia construído uma longa experiência como produtor, empresário teatral, fundador de espaços culturais e representante institucional de profissionais das artes cênicas. Foi esse percurso — marcado pela defesa dos produtores, dos teatros particulares e da produção cultural do Paraná — que gradualmente o levou da atuação artística para a representação de classe, desta para a administração pública e, posteriormente, para a política partidária.

Por isso, compreender sua história política exige começar antes de 2015, quando ele se tornou Secretário de Estado da Cultura.

A origem da vida pública: representação do setor cultural

Ao longo dos anos 2000, enquanto ampliava a atividade do Teatro Lala Schneider, da Cia. Máscaras de Teatro e de outros projetos, João Luiz Fiani começou a ganhar projeção também como representante dos produtores culturais.

Em 2009, a Folha de Londrina registrou sua eleição para a presidência do Sindicato dos Produtores e Empresários em Espetáculos de Diversão do Estado do Paraná — SEPED-PR. Naquele momento, Fiani defendia maior participação do teatro produzido em Curitiba nos principais espaços do Festival de Curitiba e uma presença mais forte da produção local no cenário cultural.

Essa passagem é importante porque constitui, na prática, um dos primeiros capítulos documentados de sua atuação política: Fiani já não falava apenas em nome de suas próprias produções, mas passava a representar institucionalmente interesses de uma categoria profissional.

Em 2011, aparece também como presidente da Associação dos Proprietários — ou Teatros Particulares — do Paraná, organização criada para aproximar espaços independentes e fortalecer o setor privado das artes cênicas. Naquele ano, a associação promoveu o Festival de Verão, reunindo teatros particulares de Curitiba e defendendo maior valorização da produção cultural local.

Sua atuação sindical prosseguiu nos anos seguintes. Em 2013, Fiani integrava, como presidente do sindicato dos empresários e produtores de espetáculos, o Conselho Gestor do Troféu Gralha Azul, ao lado da representação dos artistas e do Centro Cultural Teatro Guaíra.

No final de 2014, em meio a uma crise que havia provocado o fechamento de diversos teatros particulares de Curitiba, a imprensa ainda o registrava como presidente do Sindicato dos Produtores e Empresários em Espetáculos de Diversão do Paraná. Na condição de representante do setor, Fiani manifestava preocupação com a sustentabilidade dos espaços, a perda de público e a necessidade de políticas públicas capazes de preservar a produção teatral da cidade.

Esse período ajuda a explicar sua entrada posterior na administração pública: antes de administrar uma secretaria governamental, Fiani já acumulava anos negociando, organizando, reivindicando e representando interesses da cadeia produtiva da cultura.

2015 — A entrada na administração pública estadual

A transformação de João Luiz Fiani de representante da classe artística em gestor público ocorreu oficialmente em julho de 2015.

O governador Carlos Alberto Richa — Beto Richa, do PSDB, escolheu Fiani para assumir a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, em substituição a Paulino Viapiana. A imprensa anunciou a escolha em 2 de julho e documentos oficiais do Estado passaram a registrar João Luiz Fiani de Assis Baptista como Secretário de Estado da Cultura.

A escolha levou para a administração estadual um profissional que vinha de mais de três décadas de atividade artística e empresarial e de vários anos de representação sindical.

Fiani explicaria posteriormente que sua experiência como presidente do sindicato dos produtores foi uma preparação importante para a Secretaria. Segundo seu próprio relato, ao aceitar o convite afirmou que pretendia atender às demandas da classe artística. Essa declaração ajuda a compreender a maneira como ele apresentou publicamente sua passagem do setor cultural para o governo.

Sua entrada ocorreu também em um contexto político delicado do governo Beto Richa. A nomeação foi realizada poucos meses depois da greve dos professores e dos acontecimentos de abril de 2015 no Centro Cívico, período de forte desgaste político do governo estadual. A Gazeta do Povo, ao noticiar a mudança no secretariado, situou a nomeação nesse cenário mais amplo.

Fiani, entretanto, assumiu especificamente a política cultural estadual, área na qual concentrou sua atuação administrativa.

2015–2018 — Secretário de Estado da Cultura do Paraná

Entre 2015 e 2018, João Luiz Fiani esteve à frente de uma das principais estruturas públicas de cultura do Paraná.

Sua gestão atravessou os últimos anos do governo Beto Richa e alcançou também o período em que Cida Borghetti assumiu o Governo do Estado em 2018. Documento oficial de agosto de 2018 ainda traz Fiani assinando atos na condição de Secretário de Estado da Cultura, confirmando sua permanência na pasta durante a nova administração.

O período colocou Fiani na administração de políticas que envolviam teatro, música, literatura, patrimônio, museus, bibliotecas, audiovisual, incentivo à cultura e relacionamento com produtores e municípios de todo o Estado.

PROFICE e incentivo à cultura

Um cuidado histórico é necessário ao registrar esse tema.

O Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura — PROFICE e o Fundo Estadual de Cultura — FEC foram instituídos pela Lei Estadual nº 17.043, de 30 de dezembro de 2011, portanto antes de João Luiz Fiani assumir a Secretaria.

Sua gestão, porém, participou diretamente da efetivação do programa.

Em abril de 2016, já com Fiani como secretário, foi divulgado o resultado final do primeiro edital do PROFICE. Foram selecionados 174 projetos culturais, distribuídos por diferentes regiões do Paraná. O edital previa aproximadamente R$ 25 milhões provenientes do mecanismo de incentivo fiscal.

A descentralização territorial foi uma das características destacadas pela administração: parte considerável dos projetos seria realizada fora dos grandes centros, inclusive em cidades de pequeno e médio porte.

Assim, a formulação historicamente mais precisa para sua biografia é que a gestão Fiani participou da implantação e consolidação operacional do PROFICE, e não que tenha criado originalmente o programa.

Plano Estadual de Cultura

Um dos marcos mais claramente documentados de sua passagem pelo governo foi a aprovação do Plano Estadual de Cultura do Paraná — PEC/PR.

A Lei nº 19.135, de 27 de setembro de 2017, instituiu o plano, destinado a orientar as políticas culturais estaduais durante dez anos. O documento estabeleceu princípios de universalização do acesso à cultura, diversidade, participação social, patrimônio e desenvolvimento cultural.

O processo envolveu ampla participação social. A publicação oficial do Plano registra 120 conferências, das quais surgiram 3.490 propostas, posteriormente sistematizadas em 19 metas. Na apresentação institucional do documento, João Luiz Fiani aparece como Secretário de Estado da Cultura.

Nesse ponto, portanto, é possível associar diretamente sua gestão à consolidação do planejamento de longo prazo da política cultural paranaense.

Presidência do Conselho Estadual de Cultura

O cargo de secretário também colocou Fiani na presidência do Conselho Estadual de Cultura do Paraná — CONSEC.

Em 2017, decreto estadual o nomeou formalmente como presidente do Conselho na condição de Secretário de Estado da Cultura.

Atas e documentos daquele período registram Fiani conduzindo reuniões relacionadas a PROFICE, conferências, representantes regionais, planejamento e políticas culturais.

Na posse de uma nova composição do CONSEC, Fiani defendeu a representação de diferentes regiões e segmentos culturais e vinculou o trabalho do Conselho às metas do recém-aprovado Plano Estadual de Cultura.

Essa etapa amplia sua atuação política: além da gestão administrativa da Secretaria, ele passou a coordenar um órgão colegiado de formulação e participação social na política cultural estadual.

Equipamentos culturais e modernização

Durante sua gestão também ocorreram projetos de modernização de importantes equipamentos culturais.

A Biblioteca Pública do Paraná passou por etapas de reforma e modernização. Em 2017 foi entregue uma primeira etapa, com investimento de aproximadamente R$ 2,1 milhões financiado pela Renault; em 2018 foi entregue uma segunda etapa, levando o investimento das duas fases a aproximadamente R$ 4,6 milhões. Fiani participou oficialmente das entregas como Secretário de Cultura.

Sua administração também trabalhou com acompanhamento de metas. Em abril de 2018, a Secretaria da Cultura e a Celepar discutiam ferramentas para monitorar, por indicadores, políticas culturais em execução e auxiliar no planejamento de novas ações.

Em entrevistas posteriores, Fiani atribuiu ainda à sua gestão intervenções em outros equipamentos culturais e investimentos mais amplos. Essas afirmações devem ser apresentadas no site como balanço realizado pelo próprio ex-secretário, distinguindo sua avaliação pessoal dos resultados comprovados em documentos públicos.

2018–2019 — O encerramento da gestão estadual

Ao final de 2018, encerra-se o período de João Luiz Fiani no comando da Secretaria de Estado da Cultura.

Depois de deixar o governo, ele voltou a dedicar mais tempo à produção teatral, à direção, dramaturgia e administração de seus projetos culturais.

Em entrevista de 2019, ao avaliar os anos passados na gestão pública, Fiani descreveu a experiência como positiva e destacou principalmente o planejamento cultural, o financiamento de projetos e a recuperação de espaços.

Mas sua trajetória política não havia terminado.

2020 — Primeira candidatura eleitoral documentada

Em 2020, João Luiz Fiani dá um passo diferente: deixa de ocupar apenas cargos de nomeação ou representação e passa a disputar diretamente o voto popular.

Foi candidato a vereador de Curitiba pelo Partido Trabalhista Brasileiro — PTB, utilizando o número 14444. O registro eleitoral aparece nas bases das eleições municipais daquele ano.

Na votação, recebeu 1.420 votos, aproximadamente 0,18% dos votos contabilizados para vereador, ficando na condição de suplente, sem conquistar uma cadeira na Câmara Municipal.

Esse episódio é importante para diferenciar as duas dimensões de sua vida política.

Até então, Fiani havia exercido principalmente representação de classe e cargos públicos de gestão. Em 2020, há uma tentativa explícita de ingresso em um mandato eletivo.

Não foi eleito.

Do PTB ao PSDB

A candidatura de 2020 também esclarece a trajetória partidária.

Naquela eleição, Fiani concorreu pelo PTB. Portanto, não é correto apresentar toda a sua vida político-partidária como sendo exclusivamente ligada ao PSDB.

Nos anos seguintes, entretanto, sua atividade partidária passou para o Partido da Social Democracia Brasileira — PSDB.

Essa aproximação também retomava uma relação política anterior com Beto Richa, governador que o havia escolhido para a Secretaria de Cultura em 2015.

2023 — Presidente do PSDB de Curitiba

Em 20 de outubro de 2023, João Luiz Fiani foi eleito para comandar o Diretório Municipal do PSDB de Curitiba.

A chapa denominada “Juntos por Curitiba” foi escolhida pelos filiados municipais. A nova direção assumiu com o objetivo declarado de reorganizar o partido na capital, ampliar sua base de filiados e preparar a legenda para as eleições municipais de 2024.

O próprio edital partidário publicado naquele período já aparece assinado por João Luiz Fiani de Assis Baptista como Presidente do PSDB Curitiba, confirmando formalmente sua posição na organização municipal.

Ao assumir, Fiani declarou enxergar no PSDB, desde sua juventude, uma tradição ligada à democracia e à justiça social. Essa fala deve ser entendida como manifestação política do próprio dirigente no contexto de sua eleição partidária, e não como descrição neutra do partido.

Sua eleição para a presidência municipal marca uma nova fase. Diferentemente do período de secretário, em que atuava como integrante do Executivo estadual, agora ocupava uma posição orgânica de liderança partidária.

2024 — Eleições municipais e a possibilidade de candidatura a vice-prefeito

Durante a preparação das eleições municipais de 2024, João Luiz Fiani teve papel relevante na organização do PSDB em Curitiba.

Como presidente municipal, participou das articulações para a montagem da chapa e da Federação PSDB/Cidadania.

No início de agosto, a imprensa política informou que Fiani era o nome mais cotado internamente para ser candidato a vice-prefeito na chapa de Beto Richa, então pré-candidato à Prefeitura de Curitiba. Segundo as reportagens, seu nome contava com apoio dentro do partido.

Essa candidatura, entretanto, não chegou a ser oficializada.

Em 5 de agosto de 2024, Beto Richa desistiu de disputar a Prefeitura, citando dificuldades relacionadas às alianças e ao tempo de propaganda eleitoral. Com isso, a possibilidade de Fiani integrar a chapa como vice também deixou de existir.

Na convenção realizada naquele mesmo dia, a Federação Cidadania/PSDB oficializou sua chapa de candidatos a vereador, e Fiani participou do encontro na condição de presidente municipal do PSDB. Seu nome não aparece entre os candidatos a vereador homologados naquela convenção.

Portanto, a formulação correta é:

Fiani foi cogitado e apontado internamente como possível candidato a vice-prefeito de Curitiba em 2024, mas a candidatura não se concretizou devido à retirada da pré-candidatura de Beto Richa.

2025 — Retorno à gestão pública

Em 2025, João Luiz Fiani volta formalmente à administração cultural, desta vez no município de Curitiba.

Na nova gestão municipal iniciada pelo prefeito Eduardo Pimentel, passa a exercer o cargo de Diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba — FCC.

Já em fevereiro de 2025 existem registros de diálogo entre a nova administração da FCC e o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Paraná; documento posterior dirigido a Fiani identifica-o expressamente como Diretor de Ação Cultural.

Em maio daquele ano, a Prefeitura de Curitiba também o registra oficialmente no cargo durante a abertura da Mostra Solar, na Casa Hoffmann.

O retorno à gestão municipal apresenta uma característica interessante de sua trajetória: depois de ter representado produtores diante do poder público, comandado a Secretaria estadual, disputado uma eleição e presidido um diretório partidário, Fiani volta à administração executiva especificamente no setor no qual construiu toda a sua vida profissional — a cultura.

A Diretoria de Ação Cultural

Como Diretor de Ação Cultural, Fiani participa diretamente da execução da programação cultural de Curitiba.

A atividade envolve interlocução com artistas e produtores, contratação e credenciamento de profissionais, programação de equipamentos, festivais, eventos municipais e projetos realizados em diferentes regiões da cidade.

Em julho de 2025, por exemplo, Fiani participou, ao lado do presidente da Fundação Cultural, de uma reunião entre o prefeito Eduardo Pimentel e representantes da classe artística para discutir demandas relacionadas ao incentivo cultural.

A Prefeitura também o registra na implantação e acompanhamento de editais de credenciamento que possibilitam a contratação de grupos e profissionais para eventos oficiais da cidade.

No Natal de Curitiba de 2025, a Diretoria de Ação Cultural participou da preparação de uma extensa programação. A Fundação Cultural previu a contratação de centenas de profissionais das áreas artística e técnica e dezenas de espetáculos. Fiani participou diretamente da preparação de montagens, distribuição de textos e definição de personagens.

Também aparece representando a Fundação em iniciativas ligadas ao audiovisual, como o Festival Internacional Olhar de Cinema, evidenciando que sua função municipal ultrapassa as artes cênicas e alcança diferentes setores da produção cultural.

2026 — Atuação pública atual

Em 2026, João Luiz Fiani continua oficialmente como Diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba.

A estrutura atual da FCC publicada pela própria Prefeitura mantém seu nome no cargo.

Documentos institucionais da programação cultural de 2026 também o registram como Diretor de Ação Cultural.

Em junho de 2026, por exemplo, participou junto ao prefeito Eduardo Pimentel, ao presidente da FCC, dirigentes do Instituto Curitiba de Arte e Cultura e curadores do anúncio da programação do 4º Festival da Palavra de Curitiba.

Ao mesmo tempo, continua sendo artista em atividade, dirigindo e adaptando espetáculos. Essa coexistência entre criação artística e administração cultural é uma das características particulares de sua trajetória atual.

A atividade partidária recente

Os registros eleitorais mais recentes continuam associando o nome de João Luiz Fiani à estrutura municipal do PSDB de Curitiba.

Processos de prestação de contas partidárias referentes aos anos de 2024, 2025 e 2026 incluem seu nome junto à comissão municipal do partido.

Entretanto, para uma biografia rigorosa, existe uma diferença importante: as fontes encontradas confirmam inequivocamente que Fiani foi eleito presidente municipal em 2023 e exercia a presidência durante o processo eleitoral de 2024. Os registros eleitorais posteriores demonstram sua continuidade de vínculo com a estrutura partidária, mas não são, isoladamente, suficientes para afirmar que, em setembro de 2026, ele ainda detenha exatamente o mesmo mandato formal de presidente.

Por isso, o site deve preferir a formulação historicamente segura:

“Eleito presidente do Diretório Municipal do PSDB de Curitiba em 2023 e responsável pela condução partidária durante as eleições municipais de 2024.”

Uma trajetória política construída a partir da cultura

A história política de João Luiz Fiani diferencia-se da trajetória convencional de um parlamentar profissional.

Não há registro de mandato eletivo conquistado até o momento.

Sua entrada na vida pública ocorreu primeiro por meio da representação da classe cultural; depois, pela gestão executiva da cultura estadual; em seguida, pela disputa eleitoral e atividade partidária; e, finalmente, pelo retorno à administração cultural municipal.

É possível compreender essa trajetória em quatro grandes etapas:

Representação setorial → gestão pública estadual → política eleitoral e partidária → gestão pública municipal.

O fio condutor, porém, permanece o mesmo.

Antes de administrar políticas culturais, Fiani foi produtor e administrador de espaços culturais. Antes de presidir um conselho estadual, presidiu associações e sindicato ligados às artes. Antes de participar de convenções partidárias, passou décadas convivendo com as dificuldades econômicas e institucionais do teatro independente.

Sua vida pública, portanto, nasceu dentro da própria cultura.

Linha do tempo política

Ano| Marco da trajetória pública e política
2009| Eleito presidente do Sindicato dos Produtores e Empresários em Espetáculos de Diversão do Estado do Paraná — SEPED-PR.
2011| Atua como presidente da Associação dos Teatros Particulares/Proprietários de Teatro do Paraná.
2013| Integra o Conselho Gestor do Troféu Gralha Azul como representante do sindicato dos produtores.
2014| Continua à frente do sindicato durante período de crise dos teatros particulares de Curitiba.
Julho de 2015| Nomeado Secretário de Estado da Cultura do Paraná pelo governador Beto Richa.
2016| Primeiro edital do PROFICE chega à seleção final durante sua gestão, com 174 projetos culturais contemplados.
2017| Aprovado o Plano Estadual de Cultura do Paraná para o período de dez anos.
2017| Formalmente nomeado presidente do Conselho Estadual de Cultura — CONSEC.
2018| Permanece Secretário de Cultura durante a administração da governadora Cida Borghetti.
Fim de 2018| Encerra sua passagem pela Secretaria de Estado da Cultura.
2020| Candidato a vereador de Curitiba pelo PTB, número 14444. Obtém 1.420 votos e fica como suplente.
2023| Eleito presidente do Diretório Municipal do PSDB de Curitiba.
2024| Coordena o PSDB municipal durante a preparação das eleições; é apontado como possível vice de Beto Richa, hipótese que não se concretiza após a retirada da pré-candidatura de Richa.
2025| Assume a Diretoria de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba na administração do prefeito Eduardo Pimentel.
2025–2026| Participa da formulação e execução da programação cultural municipal, diálogo com a classe artística, editais, festivais e grandes eventos.
2026| Permanece oficialmente como Diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba.

Síntese

João Luiz Fiani construiu uma trajetória pública que nasceu da representação do setor teatral e evoluiu para a gestão cultural, a participação eleitoral e a direção partidária. Presidente de entidades ligadas às artes cênicas, foi Secretário de Estado da Cultura do Paraná entre 2015 e 2018, presidiu o Conselho Estadual de Cultura, participou da implantação do PROFICE e da aprovação do Plano Estadual de Cultura. Em 2020 disputou uma vaga de vereador em Curitiba pelo PTB e, em 2023, foi eleito presidente municipal do PSDB, conduzindo a legenda durante o processo eleitoral de 2024. Desde 2025, atua novamente na administração pública como Diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, função que continua exercendo em 2026. Sua trajetória política mantém como elemento central aquilo que antecedeu todos os cargos: a cultura.Essa versão já diferencia corretamente vida pública, gestão pública e política partidária, o que deixa a biografia muito mais séria. Um detalhe especialmente importante que descobrimos é a candidatura dele em 2020 pelo PTB, com 1.420 votos, antes de sua posterior liderança do PSDB de Curitiba — isso precisa constar numa biografia política realmente completa.